quinta-feira, 18 de abril de 2013

Poesia Pura


Meus pés já não me aguentam.
A mulher que sou eu
Equilibra-se como pode,
Quase sempre quase caindo

Meu ser já não aguenta o chão
E toda essa patética vida.

Quero morrer

Quem sabe eu renasça
Poesia pura!?
Sem precisar explicar, escrever
Falar

Sem precisar aguentar essa falta de espaço
E esse espaço que não me aguenta.

segunda-feira, 18 de março de 2013

O voo da poesia


Voa, poesia!
Faça do poeta teu avião
Lança mão desse mundo de palavras, 
de fantasia

Voa!
Une todo povo do mundo
Numa só nação!
toda população em prol da arte!

Grita, afirma quem tu és!
Levanta teu estandarte! 
E voa...

Voa por toda parte, por toda direção...
Voa!

Só não esquece de voltar sempre
Oh, querida e amada poesia
Ao meu coração.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Praia Linda I


Linda a praia sussurra seus mistérios 
Para mim...
E as sereias cantam, e tudo é sereno, 
Puro.

Minha essência vem daqui!
Dessas águas, desse calor sem fim!

Foi aqui,caminhando nessas areias,
Que descobri plenitude...
Foi ouvindo o mar, o vento
sentindo o sol a queimar-me o corpo

Minha essência nasce aqui!
E esses mistérios são todos meus!
E tudo mais o que existe é e sempre será
Minha alma eternizada nestas águas.

Proibida


Debaixo dessas escadas
Desse piso
Deste colégio, 
Jaz um amor...

Debaixo de toda tradição,
Dos uniformes e respeito
Há um amor sem pejo
Um amor fugaz, mas voraz ainda assim

Há um amor, que nem o tempo 
Há de apagar, que vive neste cheiro dos antigos e
do pó que são...

Jaz nesta sala...
Jaz nestas escadas que tanto corremos 
aflitos, ou não

Ah, esta sala,
Proibida,
Mas não para nós...
Esta sala, esquecida
Quase que particular

Nosso museu, nosso lugar!
Lugar dos amantes, mal amdos,
infiéis, amantes, amantes!
Nosso lugar...

Esta sala, 
Em que eternizamos nossas carícias
Nossos tempos de volúpia...

Esta sala, 
Para sempre nossa
Ainda que nunca mais
possamos entrar.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Aos dezenove dias do mês de fevereiro do ano de dois mil e treze


  Palavras que eu quero pintar, escrever, rabiscar, tanto faz! Palavras que eu quero preencher neste espaço, nesta história! Já odiei as palavras por não expressarem totalmente o que eu sentia. Hoje são minha psicoterapia, hoje compreendo que não são elas que eu quero transmitir, mas sim meu sentimento...Por isso, se um dia algo que eu escrevi chegue às mãos de alguém, espero que  este não tente compreender o sentido com que encadeio as palavras, e sim o sentimento, o momento, a verdadeira poesia dentro da minha humilde poesia!
  Escrevo diretamente do meu cenário, é a minha grande apresentação que todos os dias tento fazer. Abro os olhos, e aqui estou eu neste palco! Sempre quis que este teatro fosse repleto de pessoas, a aplaudirem e chorarem comigo, hoje prefiro que ele seja abandonado assim, hoje que choro e mostro minhas falhas que por orgulho nunca mostrei a ninguém, prefiro e começo a amar este teatro abandonado.
  Hoje sou não sei o que, hoje não sinto nada, minhas pernas estão cansadas, só quero sentar na ponta do palco e escutar a canção da minha vida, sentar e ficar aqui até dormir. Dormir. Primeiro a dor e a raiva, depois esta falsa paz, depois o sono (minha vida tem se limitado a isso ultimamente). Sinceramente não ligo, (vai ver se é porque estou na falsa paz) não ligo mesmo, o único sentimento que tenho agora é ansiedade, preciso dormir!  Preciso dormir, preciso sonhar com coisas que não estejam relacionadas a mim ou a minha vida, ninguém me disse que seria tão difícil assim viver...
  Perdoe esta menina de poucos anos e suas palavras de puro drama (se é assim que me enxerga). Ela não quer abalar o mundo com estas palavras, ela não quer nada de tão grande, ela só quer e precisa escrever... Escrever é como sonhar sem precisar dormir. E esta menina que aqui se encontra precisa sonhar.


terça-feira, 17 de julho de 2012



     Era um rapaz surpreendente. Surpreendentemente estranho. 
    Entregou-me um buquê de rosas (as rosas mais perfumadas que eu já pude ter sentido). E sentou-se à minha mesa. 
    Tudo corria aparentemente bem, a não ser por aquele olhar e aquelas palavras ditas tão comedidamente. Seu olhar era de demasiada intensidade e charme, olhava-me como se pudesse extrair cada minucioso detalhe do meu ser. Como se cada pedaço de essência que caísse de meus olhos, o cavalheiro rapidamente pudesse decodificá-lo, e tomar posse, cada minuto mais um pouco e mais um pouco.
    Que charme aquele homem! E eu nem sabia nada ao seu respeito, só conhecia seus olhos, sua voz... Em vinte minutos de conversa, já me sentia totalmente nua. Será que já estou toda sobre a mesa? Meu Deus, mas nem conheço esse homem! Por que sentou-se aqui? 
   “Jogue o mesmo jogo, o mesmo jogo". Só conseguia pensar em uma estratégia para me livrar dos olhos daquele rapaz que pouco a pouco me dominavam... Decidi então ouvir minhas compreensões. Joguei à mesa todos os desvarios de uma menina aparentemente normal. Contei-lhe minhas ideias sobre a vida e sobre o ser e também sobre... Espera... Eu estava sendo eu mesma... Eu mesma de uma forma que nunca havia ousado ser. Eu! Eu! Totalmente eu, totalmente carregada de eu, eu e... Eu! Quis inventar um alguém, e puxei de mim da forma mais profunda possível, eu. 
   Senti os olhos do rapaz baixarem, senti que olhavam agora surpresos, que não dominavam, mas sim sentiam-se vorazmente dominados.